Boletim do Conselho de Pastores de Ribeirão Preto

Rua Prudente de Morais, 2160, Vila Seixas, CEP 14015-100, Fone: 3964-6113
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Outubro de 2010 Número 10 / 2010
CNPJ nº 02.148.158/0001-39 BANCO ITAÚ Ag. 0332 C/C nº 93652-5

PRÓXIMA REUNIÃO: Mês de Outubro de 2010

A próxima reunião do Conselho de Pastores será excepcionalmente na próxima quarta-feira, 13/10, a partir das 8 h da manhã, com café da manhã, no templo da Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, Pr. Wilson Maia dos Santos, à Rua Prudente de Moraes, 2160, Vila Seixas.

Que Temos Nós Contigo, ó Filho de Deus!
E eis que gritaram: Que temos nós contigo, ó Filho de Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes de tempo?” (Mateus 8:29 RA)

Nada! Acredito que esse seja o ensino mais forte a se extrair daqui. Os demônios nada tinham com Jesus. Certamente os espíritos maus que levavam suas vítimas a morarem nos sepulcros, viviam constantemente à procura de oportunidades para se estabelecerem dentro das pessoas. Aquelas que intentavam passar por ali representavam um alvo interessante para a investida daqueles violentos espíritos, que ambicionavam não apenas feri-las, mas possuí-las. A passagem afirma: “Tendo ele chegado à outra margem, à terra dos gadarenos, vieram-lhe ao encontro dois endemoninhados, saindo dentre os sepulcros, e a tal ponto furiosos, que ninguém podia passar por aquele caminho.” (Mateus 8:28 RA)
Certo dia, porém, os demônios avistaram alguém vindo de longe e aproximando-se mais e mais. Como de costume, avançaram furiosos na tentativa de fazerem mais um prisioneiro, de uma vez que de escravos já tinham dois. Investigaram-no à distância, desesperadamente, em busca de alguma brecha, alguma legalidade, algum motivo ou algum campo de pouso, e nada, absolutamente nada encontraram. Quem poderia ser esse alguém destituído de inveja, malícia, engano e orgulho? Quem poderia ser essa pessoa com quem os demônios não puderam se identificar em coisa alguma, nem encontrar algo em comum?
Que temos nós contigo, ó Filho de Deus! Não foi uma pergunta, mas uma afirmação. Esse Justo e Santo era Jesus, o Nazareno!
De uma vez que também fomos transformados em filhos e filhas de Deus, mais do que desejar privilégios sob o argumento irônico: “também sou filho de Deus”, insinuando possuirmos algum direito especial, devemos, no entanto, buscar viver à altura da sujeição ao Senhor em todas as coisas; posição na qual, indubitavelmente, somos reconhecidos até dos principados e potestades das trevas como pessoas com quem eles não possuem nenhuma relação.
Precisamos nos policiar quanto ao que vemos, ouvimos, falamos, tocamos ou sentimos. Em nossa vida informal, longe dos âmbitos religiosos ou da presença daqueles a quem queremos impressionar, talvez buscando transmitir uma imagem de integridade ou de bom moço. Sim, estou falando dos momentos em que ninguém nos vê. Quando somos nós mesmos sem máscaras e autênticos. Na informalidade da nossa relação conjugal, bem como no trato com pessoas não cristãs, com quem nos relacionamos apenas comercialmente. Nos nossos compromissos financeiros. Na maneira como tratamos o frentista do posto de gasolina ou a moça do caixa do banco, principalmente quando ela se equivoca em algum momento e não faz o que queríamos que ela fizesse. Quando o pneu fura e o time perde. Nos momentos em que somos contrariados.
Que temos nós convosco, ó filhos de Deus! Que esses justos e santos sejamos nós – eu e você.
Vieste Aqui Atormentar-nos Antes de Tempo?
Se Jesus não estava ali para ser mais uma presa fácil dos demônios, então seria por outro motivo. Se não era para ser subjugado, então o seria para subjugar. Se não era para ser atormentado, com certeza o seria para atormentar. É claro que os espíritos malignos estavam se referindo ao tormento futuro, eterno, quando Satanás e seus anjos, após o julgamento final, serão lançados no lago de fogo para sofrerem por toda a eternidade. À despeito do tormento vindouro, Jesus estava ali para tirá-los da cômoda situação de controle que exerciam tanto em relação aos homens a quem possuíam quanto acerca dos territórios que governavam. Estava ali para atormentá-los! O oposto disso seria a condição tranqüila em que se encontravam: donos da situação, sem ter quem os incomodassem, plenamente realizados na missão de roubar, matar e destruir, até a chegada de quem pudesse agitar o arraial.
O pior é que os que vivem sob a influência do mal ainda que sejam atormentados por ele, paradoxalmente, não querem ser atormentados pelo bem. Essas pessoas acabam refletindo do mesmo espírito dos que os possuem ou influenciam. Eles se tornam apáticos na semelhança de quem os governam. Eles se tornam indiferentes como os seus algozes, e insensíveis quanto à dignidade do ser humano. Muitos homens e mulheres foram possuídos ou influenciados pelos demônios que deixam impregnado seu espírito de controle, de comodismo, de indiferença e de amor ao pecado.
Essas pessoas debaixo de tal poder, ainda que não percebam, são as que ouvem mensagens desafiadoras que podem mudar definitivamente o rumo de suas vidas para melhor, no entanto, reverberando a mesma fala demoníaca, respondem: “que temos nós contigo, ó filho de Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes de tempo?” São as que fingem não ser com elas nenhuma palavra que possa “atormentá-las” e tirá-las da cômoda situação em que se encontram, seja ela qual for. Somente uma verdadeira intervenção divina, como houve na vida dos dois endemoninhados da passagem bíblica, poderá desfazer tais amarras.
Os que vivem debaixo da influência do Espírito Santo estão sempre dizendo sim ao arrependimento, à renovação, ao comprometimento, ao serviço, às missões, à liberalidade, à generosidade, e a tudo o que está em linha com o caráter de Deus.
Reflexão
Acredito que temos aqui o desafio de buscarmos uma vida que agrade ao Senhor em todas as coisas, e que, conseqüentemente, não ofereça nenhum espaço ao Diabo. Além disso, precisamos provar se não estamos de alguma forma debaixo de qualquer influência do mal que se reflita através da apatia, da indiferença e do amor à carne. Devemos julgar se não estamos resistindo aos moveres de Deus que confrontam nossa zona de conforto, atormentando-nos e inquietando-nos. Pelo Espírito de Deus, permitamos Sua bendita ação que nos leve do incômodo ao quebrantamento.
Wilson

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